quarta-feira, 8 de julho de 2009

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA


Baseado na Obra Homonima de José Saramago, o filme de Fernando Meirelles premiado pela forma como foi bem adaptado, traz a reflexão mais interessante dos tempos atuais, sobre como o ser humano precisa se conhecer melhor, como nós precisamos deixar o egocentrismo de lado, e pensar que somente pela unidade é possível evoluir em estado de consciência e substância. É somente no intimo que se pode realmente buscar o estado de iluminação da alma. Olhar no espelho todos os dias não nos revela a verdadeira identidade do Eu interior, mas é nas sensações físicas e nas emoções despertas que o ser humano consegue transparecer sua verdadeira personalidade. Somente com os olhos fechados se percebe o quanto a máxima é completa ao afirmar que " O essencial é invisível aos olhos". A relação humana baseada na ilusão sensorial, e condiçao espaço-temporal limitada não reflete nem traduz a realidade da vida, em seu sentido mais amplo do qual se originou no pensamento Divino. A obra é constante e a realidade é aquela evidenciada não pelo que nossos sentidos condicionados ao limite traduz, mas na busca de nossa consciência que cria em nosso cérebro todos os nossos sonhos e vontades de ser, de existir em essência . E como o essencial não se traduz pela visão ou qualquer um dos sentidos físicos somente no seu interior o ser conseguirá se conhecer e evoluir à realidades maiores e elevados principios morais e éticos , se fazendo experimentar o amor pela condição da vida a ele concedida depois de se ter sido emanado da Luz da criação Divina. Nossa condição física nada mais é do que nossa "mansão da alma", onde guardamos o bem mais precioso que, se lapidado e conseguir transbordar para o exterior, revelará a mais autêntica expressão Divina, o cálice sagrado depositado por Deus na sua criação mais amada...

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